Publicado por em dez 6, 2012

A semiótica, cuja origem vem do grego “semeiotiké” ou “a arte dos sinais”, é a ciência que estuda como os mecanismos de significação ou representação de conceitos ou idéias se processam natural e culturalmente.

Um signo representa alguma coisa para alguém em determinado contexto. Uma placa de trânsito, um jingle de uma mensagem publicitária, um aroma ou um sabor que provoque determinada lembrança são exemplos de signos.

Segundo um dos principais estudiosos da Semiótica (Charles S. Peirce), os signos podem ser divididos em três tipos que, de forma simplificada, separamos nas seguintes categorias: representação, indicação e sugestão.

Na categoria “representação”, há uma relação de proximidade sensorial ou emotiva entre o signo e o objeto em si, que pode ser representado por meio de uma imagem ou desenho. Uma fotografia, um desenho ou uma réplica em miniatura da estátua da Vênus de Milo, por exemplo, representam a própria estátua. Tais imagens mantêm uma relação de similaridade com o próprio objeto.

Na categoria “indicação”, o signo dá indícios de que determinado objeto ou situação existe. Para que ele seja reconhecido, é necessário que a pessoa tenha um conhecimento prévio. Uma pegada na areia é um “indício” de que alguém passou por ali. Uma fumaça indica que há fogo. Para que tais situações sejam compreendidas, é importante saber que toda fumaça surge normalmente de um fogo e que pegadas são feitas por pessoas ou animais. Ou seja, através de um indício tiramos nossas conclusões.

A terceira categoria é a “sugestão”, ou seja, o signo sugere uma associação de idéias pré-estabelecidas e pode ser interpretado por todos como se referindo a um determinado objeto ou contexto. Uma aliança de casamento rapidamente pode ser associada à instituição casamento. A estrela de Davi é associada ao Judaísmo. Entretanto, apesar de alguns signos serem reconhecidos por uma maioria, há outros que são compreendidos somente dentro de um determinado grupo ou contexto (religioso, cultural etc.).

A semiótica, quando aplicada aos projetos de design, auxilia na pesquisa de significados que possam ser atribuídos a cada produto. Visto pela ótica da semiótica, todo produto de design é um portador de representações, ele transmite sensações e emoções por meio de sua forma, material, marca, textura, cheiro entre outros aspectos. Ao analisarmos um produto, como um automóvel de luxo, por exemplo, podemos “sentir” para que tipo de público ele foi direcionado a partir de breve análise de suas características: banco de couro, câmbio automático, assento do motorista com ajuste de posicionamento eletrônico, comandos de áudio no volante, compensação do volume do rádio sensível à velocidade do carro etc. Tais aspectos indicam que este produto visa à conquista de pessoas com alto poder aquisitivo.

Desta forma, em todas as áreas do design, antes de conceber um projeto devemos levar em conta para que tipo de público, faixa etária, sexo, grupo cultural e classe social ele será direcionado, para desenvolvê-lo seguindo tendências de consumo e preferências deste grupo e evitar um eventual fracasso.